Mara Gabrilli nunca foi de ficar parada no seu canto. Saiu de casa cedo, viveu um ano e meio na Itália. Seu corpo sempre acompanhou seu espírito livre. Até que uma curva freou, ou melhor, mudou sua trajetória. Era agosto de 1994. Mara voltava de viagem depois de passar uns dias na praia pedindo a Deus que transformasse o rumo da sua vida – infeliz que estava em seu relacionamento. Mal sabia que Ele agiria tão rápido. O carro que o namorado dirigia escapou numa curva e despencou 15 metros barranco abaixo. A Land Rover capotou inúmeras vezes antes de parar, quebrando o pescoço de Mara – e virando sua vida do avesso. Aos 26 anos, a menina livre, ativa, dona do seu corpo, era agora uma prisioneira do próprio. Imóvel do pescoço para baixo: tetraplégica.
Fácil pensar que algo assim acaba com a vida de uma pessoa. Era o que a própria Mara sentia – o que ela mesma havia pensado, quando namorou um cadeirante antes do seu acidente. Estava enganada: determinação e força para a recuperação não lhe faltaram. Assim, aceitou os limites impostos pela vida, sem nunca cessar de tentar superá-los. Aproveitou sua situação financeiramente privilegiada e, amparada pelo carinho familiar, buscou as melhores condições para viver a nova vida. Nessa busca, encontrou muito para melhorar também a condição de outras pessoas. Em 1997, fundava a ONG Projeto Próximo Passo, assumindo de vez a luta para melhorar a vida das pessoas com limitações físicas. Criou iniciativas e parcerias com os laboratórios da USP e do Hospital das Clínicas para pesquisas ligadas a células-tronco e regeneração de células nervosas. Junto com a Fórmula Academia fez um núcleo de reabilitação para incentivar a prática de esportes por pessoas com limitações físicas. Organizou até um time de basquete em cadeiras de rodas na sua ONG.
Mara Gabrilli nunca foi de ficar parada no seu canto. Saiu de casa cedo, viveu um ano e meio na Itália. Seu corpo sempre acompanhou seu espírito livre. Até que uma curva freou, ou melhor, mudou sua trajetória. Era agosto de 1994. Mara voltava de viagem depois de passar uns dias na praia pedindo a Deus que transformasse o rumo da sua vida – infeliz que estava em seu relacionamento. Mal sabia que Ele agiria tão rápido. O carro que o namorado dirigia escapou numa curva e despencou 15 metros barranco abaixo. A Land Rover capotou inúmeras vezes antes de parar, quebrando o pescoço de Mara – e virando sua vida do avesso. Aos 26 anos, a menina livre, ativa, dona do seu corpo, era agora uma prisioneira do próprio. Imóvel do pescoço para baixo: tetraplégica.
Fácil pensar que algo assim acaba com a vida de uma pessoa. Era o que a própria Mara sentia – o que ela mesma havia pensado, quando namorou um cadeirante antes do seu acidente. Estava enganada: determinação e força para a recuperação não lhe faltaram. Assim, aceitou os limites impostos pela vida, sem nunca cessar de tentar superá-los. Aproveitou sua situação financeiramente privilegiada e, amparada pelo carinho familiar, buscou as melhores condições para viver a nova vida. Nessa busca, encontrou muito para melhorar também a condição de outras pessoas. Em 1997, fundava a ONG Projeto Próximo Passo, assumindo de vez a luta para melhorar a vida das pessoas com limitações físicas. Criou iniciativas e parcerias com os laboratórios da USP e do Hospital das Clínicas para pesquisas ligadas a células-tronco e regeneração de células nervosas. Junto com a Fórmula Academia fez um núcleo de reabilitação para incentivar a prática de esportes por pessoas com limitações físicas. Organizou até um time de basquete em cadeiras de rodas na sua ONG.
Conectada ao próprio corpo
Mas não são só suas realizações que justificam a indicação de Mara ao Prêmio Transformadores na categoria Corpo. Nem é o fato de, embora não tenha sido eleita, ter sido a mulher mais votada no PSDB nas eleições para vereador, em São Paulo. Muito menos por ser a primeira secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo. Acima de tudo, Mara exemplifica o que é viver além dos limites da nova condição que a vida lhe impôs.
Com o ensaio sensual nas páginas desta revista, em 2000, e com a campanha de lingerie que fez (para a Duloren em 2002), provou que a vaidade, a beleza e a feminilidade não se vão com as terminações nervosas. Nunca deixou de sair. Nunca deixou de namorar. Nem de transar, ou gozar, ou de alimentar o desejo de ter filhos – sempre tocando nesses temas com elegância. A lesão que poderia isolar Mara de seu físico tornou sua relação com o corpo ainda mais próxima. “Quanto mais trabalho faço, mais conectado sinto o meu corpo”, explicou nas Páginas Vermelhas da Tpm #53. “Para os outros não é óbvio, mas para mim é uma evolução rápida, constante e surpreendente. Todo dia eu vou dormir e deixo o chinelo ao lado da cama.
De repente...”. Mesmo esperançosa de um dia voltar a andar, Mara fez de si mesma um exemplo de entendimento do seu corpo. Sua cadeira nunca foi uma prisão: apenas um apoio para alguém que anseia pela liberdade.
Acompanhe o trabalho extraordinario desta pessoa mais que especial http://vereadoramaragabrilli.com.br sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Conheça aqui o trabalho e garra de uma pessoa muito mais do que especial...Mara Gabrilli
Mara Gabrilli nunca foi de ficar parada no seu canto. Saiu de casa cedo, viveu um ano e meio na Itália. Seu corpo sempre acompanhou seu espírito livre. Até que uma curva freou, ou melhor, mudou sua trajetória. Era agosto de 1994. Mara voltava de viagem depois de passar uns dias na praia pedindo a Deus que transformasse o rumo da sua vida – infeliz que estava em seu relacionamento. Mal sabia que Ele agiria tão rápido. O carro que o namorado dirigia escapou numa curva e despencou 15 metros barranco abaixo. A Land Rover capotou inúmeras vezes antes de parar, quebrando o pescoço de Mara – e virando sua vida do avesso. Aos 26 anos, a menina livre, ativa, dona do seu corpo, era agora uma prisioneira do próprio. Imóvel do pescoço para baixo: tetraplégica.
Fácil pensar que algo assim acaba com a vida de uma pessoa. Era o que a própria Mara sentia – o que ela mesma havia pensado, quando namorou um cadeirante antes do seu acidente. Estava enganada: determinação e força para a recuperação não lhe faltaram. Assim, aceitou os limites impostos pela vida, sem nunca cessar de tentar superá-los. Aproveitou sua situação financeiramente privilegiada e, amparada pelo carinho familiar, buscou as melhores condições para viver a nova vida. Nessa busca, encontrou muito para melhorar também a condição de outras pessoas. Em 1997, fundava a ONG Projeto Próximo Passo, assumindo de vez a luta para melhorar a vida das pessoas com limitações físicas. Criou iniciativas e parcerias com os laboratórios da USP e do Hospital das Clínicas para pesquisas ligadas a células-tronco e regeneração de células nervosas. Junto com a Fórmula Academia fez um núcleo de reabilitação para incentivar a prática de esportes por pessoas com limitações físicas. Organizou até um time de basquete em cadeiras de rodas na sua ONG.
Mara Gabrilli nunca foi de ficar parada no seu canto. Saiu de casa cedo, viveu um ano e meio na Itália. Seu corpo sempre acompanhou seu espírito livre. Até que uma curva freou, ou melhor, mudou sua trajetória. Era agosto de 1994. Mara voltava de viagem depois de passar uns dias na praia pedindo a Deus que transformasse o rumo da sua vida – infeliz que estava em seu relacionamento. Mal sabia que Ele agiria tão rápido. O carro que o namorado dirigia escapou numa curva e despencou 15 metros barranco abaixo. A Land Rover capotou inúmeras vezes antes de parar, quebrando o pescoço de Mara – e virando sua vida do avesso. Aos 26 anos, a menina livre, ativa, dona do seu corpo, era agora uma prisioneira do próprio. Imóvel do pescoço para baixo: tetraplégica.
Fácil pensar que algo assim acaba com a vida de uma pessoa. Era o que a própria Mara sentia – o que ela mesma havia pensado, quando namorou um cadeirante antes do seu acidente. Estava enganada: determinação e força para a recuperação não lhe faltaram. Assim, aceitou os limites impostos pela vida, sem nunca cessar de tentar superá-los. Aproveitou sua situação financeiramente privilegiada e, amparada pelo carinho familiar, buscou as melhores condições para viver a nova vida. Nessa busca, encontrou muito para melhorar também a condição de outras pessoas. Em 1997, fundava a ONG Projeto Próximo Passo, assumindo de vez a luta para melhorar a vida das pessoas com limitações físicas. Criou iniciativas e parcerias com os laboratórios da USP e do Hospital das Clínicas para pesquisas ligadas a células-tronco e regeneração de células nervosas. Junto com a Fórmula Academia fez um núcleo de reabilitação para incentivar a prática de esportes por pessoas com limitações físicas. Organizou até um time de basquete em cadeiras de rodas na sua ONG.
Conectada ao próprio corpo
Mas não são só suas realizações que justificam a indicação de Mara ao Prêmio Transformadores na categoria Corpo. Nem é o fato de, embora não tenha sido eleita, ter sido a mulher mais votada no PSDB nas eleições para vereador, em São Paulo. Muito menos por ser a primeira secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo. Acima de tudo, Mara exemplifica o que é viver além dos limites da nova condição que a vida lhe impôs.
Com o ensaio sensual nas páginas desta revista, em 2000, e com a campanha de lingerie que fez (para a Duloren em 2002), provou que a vaidade, a beleza e a feminilidade não se vão com as terminações nervosas. Nunca deixou de sair. Nunca deixou de namorar. Nem de transar, ou gozar, ou de alimentar o desejo de ter filhos – sempre tocando nesses temas com elegância. A lesão que poderia isolar Mara de seu físico tornou sua relação com o corpo ainda mais próxima. “Quanto mais trabalho faço, mais conectado sinto o meu corpo”, explicou nas Páginas Vermelhas da Tpm #53. “Para os outros não é óbvio, mas para mim é uma evolução rápida, constante e surpreendente. Todo dia eu vou dormir e deixo o chinelo ao lado da cama.
De repente...”. Mesmo esperançosa de um dia voltar a andar, Mara fez de si mesma um exemplo de entendimento do seu corpo. Sua cadeira nunca foi uma prisão: apenas um apoio para alguém que anseia pela liberdade.
Acompanhe o trabalho extraordinario desta pessoa mais que especial http://vereadoramaragabrilli.com.br
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